Oração na Unção dos Enfermos

Vitral de Jesus com um vaso de óleo dourado, entre anjos

A Unção dos Enfermos é o sacramento que a Igreja oferece a quem está gravemente doente ou fragilizado pela idade. O padre unge a testa e as mãos da pessoa com óleo bento e reza uma oração que pede a graça do Espírito Santo.

Ela não é só para quem está morrendo. Abaixo estão as palavras do sacramento, quem pode receber, como pedir e uma oração para a família.

As palavras do sacramento

Por esta santa unção
e pela sua infinita misericórdia,
o Senhor venha em teu auxílio
com a graça do Espírito Santo,
para que, liberto dos teus pecados,
Ele te salve e, na sua bondade,
alivie os teus sofrimentos.

Fórmula citada no Catecismo da Igreja Católica (§1513), a partir da Constituição Apostólica Sacram Unctionem Infirmorum, de Paulo VI (30/11/1972). Só o sacerdote a pronuncia, enquanto unge o doente. O Ritual da Unção dos Enfermos traz o texto oficial, com pequenas diferenças de tradução.

Oração da família pelo doente

Oração devocional escrita pela Equipe Minhas Crenças, para rezar antes ou depois da visita do padre. Não faz parte do rito.

Senhor Jesus Cristo,
que passastes pelo mundo fazendo o bem e curando os enfermos,
derramai a vossa graça sobre (diga o nome).
Que a força do Espírito Santo o fortaleça na doença,
alivie os seus sofrimentos e lhe dê paz.
Se for da vossa vontade, restituí-lhe a saúde.
Permanecei junto dele em todos os momentos
e conduzi-o sempre no vosso amor.
Amém.

O que diz a Carta de Tiago

O Catecismo (§1526) resume o sacramento com este trecho da Bíblia:

«Algum de vós está doente? Chame os presbíteros da Igreja,
para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor.
A oração da fé salvará o doente e o Senhor o aliviará.
E, se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tg 5,14-15).

Como pedir a Unção dos Enfermos

  1. Procure a secretaria da paróquia ou o padre da sua comunidade. No hospital, peça à capelania ou à Pastoral da Saúde.
  2. Não espere o último momento. O tempo certo é quando a pessoa começa a correr perigo por doença grave ou pela velhice (Catecismo, §1514).
  3. Se possível, a pessoa se confessa antes. A celebração pode ser seguida da Comunhão (Catecismo, §1517).
  4. Reúna a família para rezar junto. O Catecismo pede que a comunidade cerque o doente de orações e atenção (§1516).
  5. O padre impõe as mãos em silêncio, reza e unge a testa e as mãos com o óleo dos enfermos (Catecismo, §1519 e §1531).

Perguntas frequentes

A Unção dos Enfermos é só para quem está morrendo?

Não. O Catecismo diz que ela “não é sacramento só dos que estão prestes a morrer” (§1514). O papa Francisco repetiu isso na intenção de oração de julho de 2024.

Quem pode receber a Unção dos Enfermos?

O batizado que já tem o uso da razão e está em perigo por doença grave ou pela velhice. Também pode receber antes de uma cirurgia importante, e o idoso com as forças muito enfraquecidas.

A Unção dos Enfermos pode ser recebida mais de uma vez?

Sim. Pode ser repetida numa nova doença grave ou se a mesma doença se agravar (Catecismo, §1515).

Quem pode dar a Unção dos Enfermos?

Só o sacerdote: o bispo ou o padre (Catecismo, §1516). Um leigo pode rezar pelo doente, mas não administra o sacramento.

A Unção dos Enfermos cura a doença?

A primeira graça do sacramento é conforto, paz e coragem. O Catecismo fala também da cura do corpo “se tal for a vontade de Deus” (§1520). O papa Francisco alertou contra a “busca obstinada do milagre”. O tratamento médico continua normalmente.

Veja também

Fontes

Texto revisado em 29/09/2026 pela Equipe Minhas Crenças. Viu um erro? Escreva para [email protected].

História Desta Oração

A Carta de Tiago descreve o rito: chamar os presbíteros para rezarem sobre o doente e ungi-lo com óleo em nome do Senhor. A Tradição reconheceu nele um dos sete sacramentos (Catecismo, §1510–1511).

Com o passar dos séculos, a unção passou a ser dada quase só a quem estava prestes a morrer e ganhou o nome de “Extrema-Unção”. Mesmo assim, a liturgia nunca deixou de pedir a saúde do doente (Catecismo, §1512).

Depois do Concílio Vaticano II, o papa Paulo VI renovou o rito com a Constituição Apostólica Sacram Unctionem Infirmorum, de 30 de novembro de 1972. Ela fixou a unção na testa e nas mãos e a fórmula usada hoje (vatican.va).

Em 2014, o papa Francisco pediu que as famílias chamem o padre para os doentes graves e os idosos, sem medo de que isso “dê azar”. Lembrou que o sacerdote vem para ajudar, e não para anunciar a morte (Audiência Geral de 26/02/2014).