Salve Rainha

Vitral de Cristo ressuscitado com o estandarte da cruz, entre os apóstolos

A Salve Rainha (em latim, Salve Regina) é uma das orações mais antigas a Nossa Senhora. Foi composta por volta do ano 1050 e é rezada no fim do terço e na oração da noite da Igreja.

Abaixo estão o texto usado no Brasil, a versão em latim e a história da oração.

Texto da Salve Rainha

Salve, Rainha,
mãe de misericórdia,
vida, doçura, esperança nossa, salve!
A vós bradamos,
os degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos, gemendo e chorando
neste vale de lágrimas.
Eia, pois, advogada nossa,
esses vossos olhos misericordiosos
a nós volvei.
E, depois deste desterro,
nos mostrai Jesus, bendito fruto
do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa,
ó doce Virgem Maria.

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
R. para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Amém.

Texto publicado pelo Santuário do Pai das Misericórdias (Canção Nova); o Vatican News traz o mesmo texto. A forma “ó doce sempre Virgem Maria” é popular, mas o “sempre” não está no original latino (“o dulcis Virgo Maria”).

Salve Rainha em latim (Salve Regina)

Texto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (Apêndice A), sem as marcas de pronúncia.

Salve, Regina,
Mater misericordiae,
vita, dulcedo et spes nostra, salve.
Ad te clamamus,
exsules filii Evae.
Ad te suspiramus gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.
Eia ergo, advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos
ad nos converte.
Et Iesum benedictum fructum ventris tui,
nobis, post hoc exsilium, ostende.
O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!

Como rezar a Salve Rainha

  1. No fim do terço: depois do último mistério, reza-se a Salve Rainha (veja também a Ave-Maria).
  2. À noite: a oração da noite da Liturgia das Horas (Completas) termina com uma antífona de Nossa Senhora; no Tempo Comum, é a Salve Rainha.
  3. Com o versículo final: um diz “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus”, e os outros respondem “para que sejamos dignos das promessas de Cristo”.

Perguntas frequentes

Quem escreveu a Salve Rainha?

Não há certeza. O autor mais provável é o monge beneditino Hermano Contracto, da Abadia de Reichenau, na Alemanha, por volta de 1050. Outra tradição a atribui a Ademar de Monteil, bispo de Le Puy.

É “ó doce Virgem Maria” ou “ó doce sempre Virgem Maria”?

O latim diz “o dulcis Virgo Maria”, e a Canção Nova, o Vatican News e a Aleteia escrevem “ó doce Virgem Maria”. A forma com “sempre” é popular, mas não está no original.

O que quer dizer “degredados filhos de Eva”?

“Degredados” quer dizer exilados; no latim, “exsules filii Evae”. A oração vê a vida na terra como um exílio (“desterro”, “vale de lágrimas”) a caminho do céu.

O “Rogai por nós, Santa Mãe de Deus” faz parte da Salve Rainha?

Não do texto original, que termina em “ó doce Virgem Maria”. É um versículo com resposta, usado também no Ângelus, que costuma ser acrescentado no fim.

Veja também

Fontes

Texto revisado em 29/09/2026 pela Equipe Minhas Crenças. Viu um erro? Escreva para [email protected].

História Desta Oração

A autoria da Salve Rainha não é certa. O autor mais provável é Hermano Contracto, monge beneditino que nasceu em 1013 com graves limitações físicas, viveu na Abadia de Reichenau, no Lago de Constança (Alemanha), e morreu em 1054 (A12).

Outra tradição atribui o texto a Ademar de Monteil, bispo de Le Puy e legado na Primeira Cruzada. Segundo a tradição, a tríplice invocação “Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria” foi acrescentada por São Bernardo de Claraval, na catedral de Espira, na véspera do Natal de 1146 (Aleteia).

Hoje, a oração da noite da Liturgia das Horas termina com uma antífona de Nossa Senhora, e a Salve Rainha é a do Tempo Comum (Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, n. 92). No Brasil, ela também encerra o terço.