Creio em Deus Pai (Credo dos Apóstolos)

Vitral de Cristo entre os doze apóstolos, sob uma cruz luminosa

O Creio, ou Símbolo dos Apóstolos, é o resumo da fé católica rezado no começo do terço e, em muitas Missas, depois da homilia. É o antigo credo do batismo da Igreja de Roma.

Abaixo estão o texto usado no Brasil, a diferença para o outro Credo da Missa (o Niceno-Constantinopolitano) e a versão em latim.

Texto do Creio (Símbolo dos Apóstolos)

Creio em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado, morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus;
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo;
na santa Igreja Católica;
na comunhão dos santos;
na remissão dos pecados;
na ressurreição da carne;
na vida eterna.
Amém.

Texto do Missal Romano no Brasil (3ª edição, em vigor desde 2023), igual ao publicado pela Canção Nova, que diz “e na vida eterna”. “Desceu à mansão dos mortos” continua no novo Missal.

O Credo Niceno-Constantinopolitano

Na Missa, o texto de base é o Credo Niceno-Constantinopolitano, que começa com “Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso…”. Ele vem dos concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381), é mais detalhado e professa a mesma fé. O texto completo está no A12.

Creio em latim

Texto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (edição italiana no vatican.va, que traz o latim), sem as marcas de pronúncia.

Credo in Deum Patrem omnipotentem, Creatorem caeli et terrae,
et in Iesum Christum, Filium Eius unicum, Dominum nostrum,
qui conceptus est de Spiritu Sancto, natus ex Maria Virgine,
passus sub Pontio Pilato, crucifixus, mortuus, et sepultus,
descendit ad inferos, tertia die resurrexit a mortuis,
ascendit ad caelos, sedet ad dexteram Dei Patris omnipotentis,
inde venturus est iudicare vivos et mortuos.

Et in Spiritum Sanctum,
sanctam Ecclesiam catholicam,
sanctorum communionem,
remissionem peccatorum,
carnis resurrectionem,
vitam aeternam. Amen.

Como rezar o Creio

  1. No começo do terço: depois do sinal da cruz, reza-se o Creio; em seguida, um Pai-Nosso, três Ave-Marias e um Glória.
  2. Na Missa, depois da homilia, quando prescrito. O Missal permite o Símbolo dos Apóstolos no lugar do Niceno-Constantinopolitano, sobretudo na Quaresma e no Tempo Pascal.
  3. Com o gesto: todos se inclinam nas palavras “que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria”.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre o Creio e o Credo Niceno-Constantinopolitano?

O Símbolo dos Apóstolos é o antigo credo do batismo em Roma, mais curto. O Niceno-Constantinopolitano vem dos concílios de 325 e 381 e é mais detalhado. Os dois professam a mesma fé (Catecismo, §194–196).

Os apóstolos escreveram o Credo?

Não. A história de que cada apóstolo ditou um artigo é uma lenda antiga. O texto nasceu no batismo da Igreja de Roma, entre os séculos II e III, e resume fielmente a fé dos Apóstolos.

O que significa “desceu à mansão dos mortos”?

Que Jesus morreu de verdade e, antes de ressuscitar, foi à morada dos mortos como Salvador, para libertar os justos que tinham morrido antes dele. Não quer dizer que ele foi ao inferno dos condenados (Catecismo, §632–637).

O Creio mudou com o novo Missal?

Não. O texto da 3ª edição do Missal Romano, em vigor no Brasil desde 2023, é o mesmo, com “desceu à mansão dos mortos”.

Veja também

Fontes

Texto revisado em 29/09/2026 pela Equipe Minhas Crenças. Viu um erro? Escreva para [email protected].

História Desta Oração

O Símbolo dos Apóstolos tem esse nome porque é considerado o resumo fiel da fé dos Apóstolos. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma (Catecismo, §194). “Símbolo” vem do grego symbolon, um sinal de reconhecimento entre os que creem (§188).

A ideia de que cada apóstolo compôs um artigo é lenda. O título “Símbolo dos Apóstolos” aparece pela primeira vez numa carta do Sínodo de Milão, em 390, e a forma básica surgiu entre os séculos II e III, no batismo em Roma (Diocese de Campo Mourão).

O Credo Niceno-Constantinopolitano vem dos concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381) e é comum às Igrejas do Oriente e do Ocidente. O Catecismo segue o Símbolo dos Apóstolos, “o mais antigo catecismo romano”, e o completa com o Niceno-Constantinopolitano (§195–196).