Glória ao Pai

Vitral de Nossa Senhora estendendo o manto sobre os fiéis, sob a pomba do Espírito Santo

O Glória ao Pai é uma breve oração de louvor à Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Chamado de doxologia menor, ele encerra os salmos, os mistérios do terço e muitas outras orações.

Abaixo estão o texto, a versão em latim (Gloria Patri), a origem da oração e quando ela é rezada.

Texto do Glória ao Pai

Glória ao Pai e ao Filho
e ao Espírito Santo.
Como era no princípio,
agora e sempre.
Amém.

Texto publicado pelo Santuário do Pai das Misericórdias (Canção Nova), que escreve “Como era, no princípio,” com vírgula e “Amém!”. O Compêndio do Catecismo traz a mesma oração. Muitos rezam “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”; a forma com “e ao Filho” segue o latim (et Filio).

Glória ao Pai em latim (Gloria Patri)

Texto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (Apêndice A), sem as marcas de pronúncia.

Gloria Patri
et Filio
et Spiritui Sancto.
Sicut erat in principio,
et nunc et semper
et in saecula saeculorum.
Amen.

Quando rezar

  1. No terço, no fim de cada mistério, depois das dez Ave-Marias.
  2. Na Liturgia das Horas, no fim de cada salmo e no começo de cada hora, depois do “Deus, vinde em nosso auxílio”.
  3. Em qualquer momento, como louvor breve. O Dicionário de Liturgia o chama de “uma das orações mais densas e repetidas do povo cristão”.

Perguntas frequentes

O que é uma doxologia?

É uma “palavra de glória”: um louvor, normalmente à Trindade, que conclui uma oração ou um hino. O Glória ao Pai é a doxologia menor.

Por que se diz “como era no princípio”?

A frase foi acrescentada contra os arianos, que negavam que o Filho existisse desde sempre. O Concílio de Vaison, em 529, mandou dizê-la nas igrejas. Ela quer dizer “desde sempre”.

Por que em português não se diz “pelos séculos dos séculos”?

O latim termina com et in saecula saeculorum, “e pelos séculos dos séculos”. As formas em português publicadas pela Canção Nova e pelo Compêndio do Catecismo terminam em “agora e sempre”.

Qual a diferença entre o Glória ao Pai e o Glória da Missa?

O Glória da Missa (“Glória a Deus nas alturas”) é um hino antigo, cantado nos ritos de entrada dos dias de festa. O Glória ao Pai é a doxologia menor, curta, usada no fim dos salmos e dos mistérios do terço.

O Glória ao Pai está na Bíblia?

Não com estas palavras. Ele resume louvores do Novo Testamento, como “Glória a Deus para sempre” (Rm 11,36).

Veja também

Fontes

Texto revisado em 29/09/2026 pela Equipe Minhas Crenças. Viu um erro? Escreva para [email protected].

História Desta Oração

O Glória ao Pai é uma das orações mais antigas da Igreja. Uma forma muito parecida já aparece nos Atos do martírio de São Policarpo, no século II (Amici Domenicani).

No século IV, a oração virou sinal de fé contra os arianos, que negavam a divindade do Filho. Por isso se acrescentou “como era no princípio”: o Concílio de Vaison, em 529, mandou dizer a frase em todas as igrejas (Amici Domenicani).

Pelo menos desde o século VI, na Regra de São Bento, era costume terminar cada salmo do Ofício com o Glória ao Pai. A Liturgia das Horas mantém esse uso, que dá aos salmos “um sentido laudativo, cristológico e trinitário” (Dicionário de Liturgia).

No terço, cada mistério termina com o Glória ao Pai. São Paulo VI escreveu que essa doxologia “encerra a oração com a glorificação de Deus, uno e trino” (Marialis Cultus, 49).